Análise: Breath of the Wild: The Champions' Ballad - Nintendo Fusion
Análise
Breath of the Wild:
The Champions' Ballad
14 de dezembro de 2017

Após tantos meses sem jogar e as saudades causadas pela infinidade de premiações, eu estava realmente a fim de voltar a The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Seu segundo pacote de DLC, entitulado The Champions’ Ballad, chega no momento ótimo para curtir o mês de dezembro e relembrar o que faz deste jogo algo tão bom e memorável.

Uma expansão para se pensar

Enquanto o primeiro pacote de DLC, The Master Trials, focava em aumentar a dificuldade de combate do jogo através do Trial of the Sword e do Master Mode, desta vez a ênfase cai em quebra-cabeças únicos e intrigantes. Além de uma nova dungeon, que havia sido prometida lá no começo do ano, contamos com dezesseis novas shrines. Todo esse novo conteúdo é bem pensado, sendo entrosado com o mundo já existente e apresentando alguns dos desafios mais criativos que vimos nessa nova Hyrule.

Além dos interiores das shrines, cada uma exige que algum objetivo seja cumprido no mundo, formando efetivamente novas Shrine Quests. Isso pode envolver derrotar um grupo de inimigos ou cumprir um desafio de shield surf, por exemplo. É difícil falar mais sem arriscar algum spoiler, mas no geral foi tudo muito satisfatório. Talvez em algum texto futuro abordaremos melhor o design de diversas shrines do jogo.

A última dungeon, naturalmente chamada de Final Trial, faz jus ao nome ao incorporar diversas mecânicas e habilidades que vimos ao longo de todo o jogo. Ela é composta de quatro seções, que são relativamente pequenas mas têm mecanismos intrigantes que devemos compreender e explorar.

Grande parte do objetivo de The Champions’ Ballad é explorar narrativamente as personalidades dos quatro campeões: Mipha, Urbosa, Revali e Garuk. Isso é feito através de cinco cutscenes que, ao meu ver, dão um quê de carisma a mais a cada um deles. Quando a Nintendo anunciou “story DLC“, acreditei que se trataria de uma campanha mais tradicional (talvez até se passando 100 anos antes da história principal), mas não é o caso. Assim como na campanha principal, a narrativa é contada através de flashbacks à medida que Link recupera memórias. Ao final de tudo, me senti realmente emocionado pela nova perspectiva que temos sobre aqueles personagens.

Zelda Kart 8

Uma das reclamações que as pessoas têm de Breath of the Wild é como o jogo parece recompensar pouco o jogador por tudo que ele faz. Pelo menos em The Champions’ Ballad é difícil concordar com isso: a recompensa final pela parte principal do DLC é a Master Cycle Zero, uma motocicleta que Link pode pilotar por Hyrule.

O legal é que ainda há algumas missões secundárias no pacote, nos dando a oportunidade de aproveitar o brinquedo novo para explorar. A moto é, curiosamente, mais lenta que cavalos em algumas circunstâncias, mas nos permite fazer manobras e é melhor de controlar em montanhas. Claro que os jogadores que já finalizaram quase tudo do jogo base não vão ter tanto uso para a novidade, mas ela por si só dá vontade de revisitar o jogo mais e mais vezes.

The Champions' Ballad se sustenta melhor isoladamente do que o primeiro pacote de DLC, mas, como ambos só são vendidos juntos, fica fácil dizer que é um ótimo pacote. Juntos, me fizeram jogar entre 15 e 20 horas a mais de Breath of the Wild, sem contar o Master Mode. É mais conteúdo ótimo em uma obra excelente, e isso por si só faz valer a compra.

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